quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


 
Feiticeiras das cores


“Tu és, divina e graciosa estátua majestosa do amor, por Deus esculturada e formada com o ardor, da alma da mais linda flor, de mais ativo olor e que na vida é a preferida pelo beija-flor.” (Pixinguinha).
Sara Cristina, Daliza e Suzana - minha filha, irmã e eu respectivamente, dezesseis, vinte e um e trinta e oito anos de idade. Mulheres de gerações diferentes, porem com a mesma essência humanamente divina, ou divinamente humana de ser mulher.
Mulheres de cores e amores. Nós adoramos as cores, olhos, boca, unhas, cabelo, pele. Cores essas que nos exteriorizam, que nos expressam. Escolhemos as nossas cores a brincar, misturamos, combinamos, exageramos e até neutralizamos-as de acordo com nossa alma carnal.
Então vamos dizer assim:
Flores se realizam enquanto cores e odores. Atraentes abrem-se ao encontro com o inseto que as poliniza. Voluptuosas entregam-se a sedução do vento. Exibem-se banhando a luz calorosa do sol. Refrigeram-se ao úmido toque prateado do orvalho. Flores a brincar de cores e odores.
Feiticeiras, artistas, mulheres. Apenas meninas a brincar de cores. Cores com que se realizam as flores. Meninas corpoalma, tecidas de cores e odores, matizes e fragrâncias. Entregam-se aos sentimentos, pressentimentos, a poesia de viver.
Encantam-se sendo meninas a brincar de flores, cores, odores, amores, sabores. Mulheres a gracejar com cores, odores e sabores em seus corpos abertos ao toque sedutor da perdição.
Suzana Alves Vale (17/06/2011)

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